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Febre Amarela no Brasil

  • Esclarecimentos a nossos pacientes,  familiares e Público em Geral

NÃO SE ILUDA  – O FRIO VAI ACABAR E O MOSQUITO VAI VOLTAR. ESTE NÃO É UM PROBLEMA RESOLVIDO.

O texto abaixo visa esclarecer dúvidas relacionadas à febre amarela bem como ao surto atual que está ocorrendo em nosso meio e como proceder em relacão à vacina.

1. Não existe, ainda, febre amarela urbana (transmitida em nossas casas pelo conhecido Aedes aegypti). Esse termo “ainda” é objeto de comentários e discussões mais aprofundadas mais adiante.
2. Todos os casos relatados foram contraídos em áreas de mata, em que o inseto (mosquito responsável pela picada e pela transmissão) é outro chamado Haemagogus.
3. Pode ser que isso se agrave? Provavelmente não, mas não podemos, definitivamente, fazer essa afirmação.

ENTÃO…

Quem não precisa ser vacinado?

  • Quem já tomou essa vacina, em algum momento da vida, já está protegido e não precisa nunca mais. Se você tem certificado de vacina com data de validade, essa data não vale mais e o certificado agora vale para sempre. Isso decorre de novos conhecimentos que foram validados pela Organização Mundial da Saúde. Se quiser, baixe aqui documento oficial a respeito e guarde juntamente com seu certificado: (YF-Validity-2016).

Quem pode ser vacinado?

  • Pessoas que estejam bem de saúde, que não tomem remédios que deprimem a imunidade (como os corticosteróides) e que não tenham doenças que “rebaixam a imunidade” (se você tem alguma doença, então fale com o seu médico). Ver isso em mais detalhes nos itens abaixo.

Quem não deve ser vacinado?

  • Crianças menores de 9 meses de idade.
  • Gestantes (em qualquer período gestacional) e mulheres amamentando só deverão ser vacinadas se residirem em local próximo onde ocorreu a confirmação de circulação do vírus (epizootias, casos humanos e vetores na área afetada) e se não tiverem alguma contraindicação para receber a vacina.
  • Mulheres amamentando devem suspender o aleitamento materno por 10 dias após a vacinação e procurar um serviço de saúde para orientação e acompanhamento a fim de manter a produção do leite materno e garantir o retorno à lactação.
  • Pessoa vivendo com HIV/AIDS com de contagem de linfócitos CD4 acima de 200 células/mm3 e carga viral atual (menos de seis meses) indetectável poderá receber a vacina, mas deverá antes validar esta orientação com seu médico.

Quem não pode ser vacinado? (contraindicação absoluta à vacina)

  • Pessoas com imunossupressão secundária a doença ou terapias imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas).
  • Pessoas com HIV/AIDS com imunodeficiência acentuada (Contagem de linfócitos CD4 menor que 200 células/mm3)
  • Pacientes em uso de medicações como: Azatioprina, Ciclofosfamida, lnfliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Rituximabe.
  • Transplantados que recebem imunossupressores e pacientes com doença oncológica em quimioterapia.
  • Pessoas que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina.
  • Pessoas com reação alérgica grave (choque anafilático) ao ovo.
  • Pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma).

Quem tem doenças no figado pode tomar?

  • Depende da doença e da fase da doença. Mesmo em casos de cirrose, se sua doença for considerada compensada (classificação A de Child-Pugh e MELD com valor baixo), a vacina poderá ser considerada em seu caso. Entretanto, essa decisão depende de uma série de fatores e deve ser precedida de uma avaliação atual ou recente com seu médico.

Preste atenção às notícias da imprensa e às orientações das autoridades sanitárias.
Evite as áreas de risco se possível.
Use os repelentes recomendados.

 

A situação é, então, preocupante?

  • Os números não mentem. Então, vejamos alguns números. E fatos.

A Pró-Fígado tem estrito compromisso com a verdade, ainda que todo o conteúdo exposto a seguir não seja de dados ou “informações oficiais”.

  •  
    • Nos 2 últimos anos houve mais de 100 internações em São Paulo.
    • Houve mais de 30 transplantes de fígado realizados em casos de febre amarela no Brasil, e  cerca da metade dos pacientes sobreviveu.
    • Há ainda várias incertezas quanto ao papel que o transplante pode exercer no tratamento da falência hepática aguda em casos graves de febre amarela. Não há, no mundo, experiência prévia sobre o assunto, e o Brasil é o pioneiro (único país do mundo) em que transplantes foram realizados nessa condição.
    • Dentre as incertezas destaca-se o momento ideal para o transplante, isto é, quando o transplante é necessário mas antes que seja tarde demais. Outra incerteza, já amplamente conhecida, é a de que o vírus não ataca apenas o fígado.
    • Uma das dificuldades aí inerentes é o imponderável encontro de um doador “nesse exato momento” (que é um período muito curto).
    • Há que se ter muita prudência e cautela na análise desses resultados.
    • A comunidade formada pelos especialistas em transplante de fígado ainda discute esse assunto intensamente em busca das melhores soluções.
    • O Ministério da Saúde participou ativamente de tudo, exercendo, dentre outros, seu papel na coordenação de informações.

     

    • Essa pode, sem dúvida, ser apenas uma amostra (“ponta do iceberg”), o que aumenta a preocupação, e há então um problema a ser considerado …

    Falamos sobre risco de febre amarela urbana. Há esse risco? Então … o risco não é zero?  NÃO!

    Dissemos acima que não há, ainda, febre amarela urbana no Brasil. Ainda. E esperamos que isso permaneça dessa forma. Por isso a vacinação é tão importante.

 

  • Essa pode, sem dúvida, ser apenas uma amostra (“ponta do iceberg”), o que aumenta a preocupação, e há então um problema a ser considerado …

Falamos sobre risco de febre amarela urbana. Há esse risco? Então … o risco não é zero?  NÃO!

Dissemos acima que não há, ainda, febre amarela urbana no Brasil. Ainda. E esperamos que isso permaneça dessa forma. Por isso a vacinação é tão importante.

 

AMPLIAÇÃO DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO

Todo o território brasileiro já é área de recomendação para vacina contra a febre amarela.

A ampliação é preventiva e tem como objetivo antecipar a proteção contra a doença para toda população, em caso de um aumento na área de circulação do vírus.

 

HÁ VACINA DISPONÍVEL EM PRATICAMENTE TODOS OS POSTOS. 

MAS AS PESSOAS NÃO ESTÃO COMPARECENDO COMO ESPERADO, COMO DESEJADO, COMO RECOMENDADO.

 

RISCO:  UMA VISÃO DO PROBLEMA

  • Partindo do princípio que metade (ou mais) dos pacientes que adquirem a doença vai para casa, pois a baixa gravidade não justifica internação, então estamos produzindo um terreno fértil para o nosso conhecido Aedes aegypti.
  • Se algum desses mosquitos picar um indivíduo com o vírus, então na próxima picada estará transmitindo … e estaria configurado o primeiro caso de febre amarela urbana no Brasil.
  • Isso não ocorre desde os trabalhos de Oswaldo Cruz, em 1942, período da segunda guerra mundial.

 

  • É claro que as autoridades sanitárias das esferas Federal, Estadual e Municipal têm ciência plena de todos esses dados.

Considerações adicionais – Parques ou Regiões com Mata

  • O macaco é tão vítima quanto nós, e ele não transmite a Febre Amarela.
  • Ele não comparece ao Posto de Vacinação.
  • Não devemos maltratar os animais.

 

  A imprensa é nossa aliada nessa luta

  • Veja sempre as orientações e atualizações sobre o assunto.

 

  • Desconfie sempre de informações “milagrosas”.
  • Na dúvida, cheque as informações (e obtenha orientações) com seu médico de confiança.

Mas . . . toda essa situação era previsível?

Poderíamos  ter antecipado alguma atitude?

O que se sabia e o que se sabe a respeito?

  • Veja neste vídeo (abaixo) um mapa de como a febre amarela progrediu em nosso país nos últimos 1-2 anos.
  • Veja onde está, onde é seguro, e quais são as chances de que ela vá até você.
  • Não deixe de ver.

 

Nossa recomendação final?

  • Tenha cuidado. Muito cuidado.
  • Tenha responsabilidade.
  • Se você é pessoa saudável e nunca foi vacinado, vacine-se ou proteja-se e “fuja” de áreas de risco.
  • Se você faz parte do grupo de risco para vacinação, então redobre os cuidados já descritos, usando repelente até mesmo dentro de casa.
  • Adie suas viagens. Cancele seus passeios. Não compre essa briga. Não arrisque sua vida. Essa doença mata!

MAIS UMA VEZ, NÃO SE ILUDA  – ESTE NÃO É UM PROBLEMA RESOLVIDO – FALE COM SEU MÉDICO E TOME A VACINA

 

Interpretação de exames e conclusão diagnóstica são atos médicos, que dependem da análise conjunta de dados clínicos e de exames subsidiários, devendo, assim, ser realizadas por um médico.